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abril 2014

jjcaletributo
Quase um ano depois da morte de JJ Cale, é anunciado o lançamento do disco tributo “Eric Clapton & Friends: The Breeze, An Appreciation of JJ Cale”, capitaneado, como diz o título, porEric Clapton. O disco traz grandes nomes da guitarra e do classic rock interpretando composições de Cale. Entre os mais conhecidos estão Mark Knoplfer, Tom Petty, Willie Nelson e o próprio Clapton. O lançamento acontece no dia 29 de julho, três dias depois do aniversário de um ano da morte de JJ Cale.

Além de Eric Clapton, que fez sucesso com músicas de Cale como “Cocaine” e “After Midnight”, bandas como Lynyrd Skynyrd, Captain Beefheart, Santana eAllman Brothers também gravaram composições de Cale. Veja abaixo a lista das faixas que estão no CD “Eric Clapton & Friends: The Breeze, An Appreciation of JJ Cale”, incluindo os convidados, e a lista com todos os músicos que participaram, no final:

1- Call Me The Breeze (Vocals Eric Clapton)
2- Rock And Roll Records (Vocals Eric Clapton & Tom Petty)
3- Someday (Vocals Mark Knopfler)
4- Lies (Vocals John Mayer & Eric Clapton)
5- Sensitive Kind (Vocals Don White)
6- Cajun Moon (Vocals Eric Clapton)
7- Magnolia (Vocals John Mayer)
8- I Got The Same Old Blues (Vocals Tom Petty & Eric Clapton)
9- Songbird (Vocals Willie Nelson & Eric Clapton)
10- Since You Said Goodbye (Vocals Eric Clapton)
11- I’ll Be There (If You Ever Want Me) (Vocals Don White & Eric Clapton)
12- The Old Man And Me (Vocals Tom Petty)
13- Train To Nowhere (Vocals Mark Knopfler, Don White & Eric Clapton)
14- Starbound (Vocals Willie Nelson)
15- Don’t Wait (Vocals Eric Clapton & John Mayer)
16- Crying Eyes (Vocals Eric Clapton & Christine Lakeland)

Músicos:
Teclado, órgão, piano e wurlitzer:
Walt Richmond e Simon Climie

Bateria e percussão:
Simon Climie

Baixo:
Nathan East

Bateria:
Jim Keltner
James Cruce
Jim Karstein
Jamie Oldaker
David Teegarden
Satnam Ramgotra

Guitarra:
Eric Clapton
Mark Knopfler
John Mayer
Willie Nelson
Don White
Reggie Young
Derek Trucks
Albert Lee
David Lindley
Don Preston
Christine Lakeland
Doyle Bramhall II

Pedal Steel Guitar:
Greg Leisz

Guitarra dobro:
Eric Clapton

Harmonica:
Jimmy Markham
Mickey Raphael

Backing Vocals:
Michelle John
Sharon White
Christine Lakeland
Simon Climie

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Por Dr. K

A mulher é sem dúvida a causa “maior” das inspirações de poetas, pintores, músicos em geral, e porque não dizer para os bluesman? O que poderíamos falar do blues? Certamente que é a forma de expressão musical que demonstra dentre outras coisas a angustia, melancolia e tristeza de um cantor... E uma das causas desta tristeza, com certeza é a criação máxima de Deus, a mulher! Não falta blues que fala de um homem que teve um amor não correspondido, ou um amor que se foi, canções sobre mulheres sejam elas o grande amor, uma prostituta que “sabe se mexer”, a cafetina boa praça, ou até a própria mãe.

Como todos sabem o que mexe com a imaginação de todo homem é: mulheres, carros e dinheiro. Mas, quando o assunto é homem que gosta de música entra nesse grupo o item quatro chamado instrumento musical. Como nosso assunto é blues, não há nada mais interessante para um amante deste estilo do que... Mulheres que tocam blues!

Não vou entrar no básico, afinal, todos conhecem as histórias de Bessie Smith, Koko Taylor (de quem eu adotei a frase “Blues sem frescura e sem tapeação”), Janis Joplin e tantas outras. Eu quero falar de mulheres interessantes que tocam blues de primeira qualidade e são guitarristas profissionais, e respeitadíssimas no mundo “masculino do blues”.

Você já imaginou uma blueswoman rodando o sul dos EUA, viajando de carona, tocando para comer, dormindo ao relento e etc.? O blues feminino não é esse! Ele tem mais glamour, mas, não menos importante e interessante! Ele conta historias de grandes cantoras e como elas viveram e sobreviveram em cabarés, teatros e como eram prestigiadas! Totalmente diferente da imagem de vagabundo errante e descompromissado que carrega o bluesman! E a sua importância é tanta que existe uma tese de estudo americana (infelizmente não me lembro o nome da Universidade, e pra ser sincero... não estou disposto a procurar!) que defende a criação do blues sendo obra das mulheres!!!

Agora dá pra imaginar um Steve Ray Vaughan de saias? Uma Muddy Waters? Uma  Jimi Hendrix? Isso dá! Não só dá como existe, e te digo... Os marmanjos além de amá-las como mulheres belas e sensuais... Também as admiram (com todo mérito próprio, claro!) como guitarristas! E digo mais! Elas põem muitos machos no chinelo como instrumentistas! Então vamos falar de poucas só para dar água na boca!

Erja Lyytinen: esta finlandesa está arrebentando lá no Europa com a sua slideguitar! Sim, temos uma garota bela que arrasa no slide, técnica usada por mestres como Johnny Winter, Muddy Water, Rory Gallagher, Ry Cooder, e outros. E você acha que é um belo rostinho empunhando uma guitarra? Belo rostinho sim, mas, olha o curriculum da moça:

- O segundo álbum de Erja,  “Wildflower” , que ela também co-produziu, foi oficialmente lançado em Junho de 2003 em um dos maiores festivais da Finlândia, o Puistoblues, onde abriu shows para Koko Taylor e Bonnie Raitt.

- Em 2005 assina com a Ruf Records (Alemanha) e imediatamente foi para os EUA para colaborar em um projeto com os artistas de blues inglês Ian Parker e Aynsley Lister. O resultado, o álbum  “Pilgrimage” , foi um enorme sucesso e levou-os a turnês nos EUA e Europa, assim como à gravação do DVD  “Blues Caravan 2006 - The New Generation” .

- Erja retornou aos EUA em 2006 para gravar seu primeiro álbum solo pela Ruf Records,  “Dreamland Blues” , tendo no time de músicos David e Kinney Kimbrough (filhos do falecido e lendário músico do Mississippi, Junior Kimbrough).

- Hoje é classificada como a quarta melhor slideguitar da Europa (sem distinção de gênero masculino ou feminino)!

Deborah Coleman: Coleman nasceu em 03 de outubro de 1956, em Portsmouth, Virginia, em uma família de músicos.

- Em sua carreira ganhou o Prêmio Orville Gibson de "Melhor guitarrista de blues, Feminina" em 2001, e foi nomeada para o WC Handy Blues Music Award nove vezes! O WC Handy é o mais importante prêmio da música no mundo do blues! Só a indicação de um ano para qualquer categoria já te põe na história do blues, imagine nove vezes? Ela então se tornou um dos mais requisitados artistas do blues em estúdio e acompanhamento!

- Seu trabalho tem sido comparado por especialistas no assunto como um cruzamento entre Jimi Hendrix e Tracy Chapman.

- Ela é conhecida pela sua alta energia, e carismática em suas performances ao vivo. Sempre presente em grandes festivais internacionais de blues e sempre como destaque. Podemos citar os festivais do Atlântico Norte Blues Festival 2007, Waterfront Blues Festival 2002, Monterey Jazz Festival de 2001, Ann Arbor Blues and Jazz Festival de 2000, Sarasota Blues Festival 1999, a San Francisco Blues Festival 1999, Fonte Blues Festival 1998, e outros.

Sue Foley. Esta loira nasceu em 29 de março de 1968, Ottawa , Ontário , Canadá. Foley começou a escrever e tocar profissionalmente em 1984.  

- Sua carreira começou primeiro em Ottawa , no Canadá, na idade de dezesseis anos, onde, além do trabalho solo, ela cantou com o cantor John Revue.  Foley enviou uma demo tape de si mesma para Clifford Antone s label '(diretor da Antone's Records) em 1990. Impressionados, a gravadora conseguiu uma audição para o guitarrista. Contratada ela se mudou para AustinTexas.

- Desde então ela tem gravado dez discos , pela Antone's Records e pela gravadora Shanachie Records. Ela passou mais de 14 anos na estrada como líder de banda , vocalista, guitarrista e gerente de sua própria banda.

- Além de turnê própria, ela também dividiu o palco com músicos fundamentais para o blues, como o Back Alley John , BB King , Buddy Guy e John Lee Hooker .

- Em 2000, Foley ganhou um Juno Award de Melhor Álbum de Blues por Love Comin 'Down.

- Já esteve no Brasil em 1995 para o Festival Nescafé and Blues.


Ana Popovic – Ana é um monstro (no bom sentido da palavra é claro!)! Imagine o cruzamento de uma Angel da Victoria Secrets com... Steve Ray Vaughan!!!! Eis que o mundo do blues apresenta Ana Popovic! Uma garota sensual, bela... E que toca muito bem a sua guitarra!

A primeira coisa que nos chama atenção em Ana é a sua beleza, que não está só na aparência, reside também na guitarra! E todo o universo blues se rende a essa loirinha quando ela sobe no palco e destila o seu venenoso blues! Não acredita? Dê uma olhada no curriculum da moça:

- Em outubro de 2000, Ana viaja para Memphis para gravar seu primeiro album, já pela Ruff Records.


- No mesmo ano Ana reune vários artistas, incluindo Bernard Allison, Eric Burdon, Walter Trout, Popa Chubby, Jimmy Thackery, Taj Mahal e Buddy Miles em um CD tributo a Jimi Hendrix, o 'Blue Haze ". Sua contribuição é uma versão de Hendrix 'Belly Button Window.

- Em 2001, Ana aparece como "convidada especial" na turnê de Bernard Allison.

- Em 2002 Ana faz parte da União Europeia 'Jimi Hendrix Tribute Tour "com o mestre Walter Trout . Ela também recebe três indicações para o Blues Awards 2002 na França: 'Melhor Cantor', 'Melhor Guitarrista e Melhor Álbum.

- Em 2003 Ana retorna a Memphis e grava seu segundo álbum pela Ruf Records. Metade do álbum foi produzido mixado pelo gigante dos estúdios de blues David Z (Prinz, Buddy Guy, Jonny Lang). Ana recebe uma nomeação na prestigiada WC Handy Awards, em Memphis, para Best New Artist de 2003 (o único artista do continente europeu já nomeados nesta categoria).

- O ano também vê Ana como endorser das guitarras 'Fender' e cordas 'DR artesanal "pela primeira vez. Durante o "Rhythm & Blues Fest 'em Peer, Bélgica, Ana é convidada para o palco pelo" O Rei do Soul ", Solomon Burke, que logo a convida para acompanhá-lo como uma convidada especial para o resto de sua turnê.

- Em 2004 Ana torna-se endorser da Ovation Guitars. Junto com sua banda, ela ganha o prêmio de prestígio jazz em Juan Le Pins, França.

- Em 2006 Ana é convidada para o lendário "Blues Cruise 2006" - Ela é a primeira artista da Europa a sempre ser chamada para participar deste cruzeiro de prestígio com a sua banda. Em Fevereiro Ana é nomeada como a '"Blues Artist of the Year " pelos leitores da BluesWax Magazine. Outros candidatos foram Tab Beniot e Joe Bonamassa. Em julho Ana recebe 4 indicações para o Living Blues Awards 2006. Ela é selecionada nas categorias 'Melhor DVD de blues de 2005', 'Melhor Intérprete Live', 'Melhor Artista Feminina Blues' e 'Mais notável músico (guitarra)

- Em 2009 Ana tem a grande honra de dividir o palco com BB King

- Em 2010 Ana é nomeada para o British Blues Awards.

E então? Temos que tirar o chapéu para as mulheres no blues, que definitivamente dominou um ato que era puramente masculino, o ato de tocar guitarra. E o dominou com maestria deixando orgulhosos os grandes mestes do blues, que um dia empunharam este instrumento sagrado! Mulheres que vivem de suas guitarras, que fazem um blues fantástico e nos encantam em todos os sentidos!

Um brinde as mulheres e as suas guitarras!

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Terça é noite de blues
Por I. Malforea

Terça feira, noite fria na capital do sudoeste baiano, Vitória da Conquista-BA. O que fazer? Claro, ouvir um blues com pitadas de rock, folk e country no Café Society. I. Malforea e Lavus Bittencourt se apresentam hoje, pontualmente às 21h trazendo clássicos, versões e, obviamente, as músicas da Distintivo Blue. Bom lembrar que será distribuida a edição mais recente da BLUEZinada!, e teremos dobradinha de CDs: EP Aplicando a Lei (2011) + Coletânea Early Days (2014), da banda, pelo valor promocional de turnê, R$10,00. Imperdível. Nos vemos lá, Joe!

SERVIÇO
DBJoes Acoustic Alchemy
Quando: Hoje, 29/04/2014, às 21h
Onde: Café Society - R. João Abuchidid 276A, Candeias. Vitória da Conquista-BA
Couvert: R$7,50
A mostra fotográfica Expo Blues conta com cliques de André Velozo

A mostra fotográfica Expo Blues apresenta uma seleção especial de imagens da 1ª edição do Best of Blues - Festival que trouxe ao País grandes nomes da música e posicionou São Paulo novamente na rota dos principais artistas do gênero.
 
Os registros foram feitos pelo fotógrafo André Velozo, profissional que já clicou verdadeiras lendas da música brasileira e internacional. Pelas lentes do artista, passaram Dr. John, Buddy Guy, Taj Mahal, Shemekia Copeland, John Mayall, Chris Cornell e Nuno Mindelis.

A exposição no Shopping Morumbi conta com 25 totens espalhados pelo local, enquanto no D&D está em cinco totens próximos ao ponto de venda de ingressos do Samsung Galaxy Best of Blues, dias 9, 10 e 11 de maio no WTC. Ambas ficam até 11 de maio em cartaz.


Fonte: GuitarLoad
Retransmissão da Rádio Blues Internacional, com ouvintes registrados em mais de 119 países e gravações ao vivo diretamente do “Blues Music Awards” (maior e mais prestigiada premiação anual de blues, organizada pela Memphis Blues Foundation) , entrevistas , performances de artistas ao vivo na rádio etc. Apresentação e produção de uma das maiores autoridades em blues, Jesse Finkelstein.


The Roadhouse 476

New music fills the hour, much of which has yet to be released. Bob Corritore, Albert Castiglia, Angie Palmer, The Robert Cray Band, and Shane Dwight take the spotlight. And all the pieces fit together perfectly to deliver another hour of the finest blues you’ve never heard – the 476th Roadhouse.
The Roadhouse Podcast 476 Show Notes
Terry Hanck
Right Now Is The Hour
Delta Groove
Gotta Bring It On Home To You

Wilko Johnson & Roger Daltrey
Going Back Home
Hip-O Records
Going Back Home

Bob Corritore
Harmonica Watusi
Delta Groove
Taboo

The Bluesmasters
Big Boss Man
Direct Music Distribution
The Bluesmasters Live!

Albert Castiglia
Keep You Around Too Long
Ruf
Solid Ground

Tangled Eye
Stranded American
Black and Tan
Dream Wall

Angie Palmer
Poor Johnny
Akrasia Records
Old Sticks To Scare A Bird

The Robert Cray Band
Your Good Thing Is About To End
Mascot Records
In My Soul

Beth Hart & Joe Bonamassa
Rhymes
J&R Adventures
Live In Amsterdam

The Holmes Brothers
You’ve Got To Lose
Alligator
Brotherhood

Joe Louis Walker *
Soul City
Alligator
Hornet’s Nest

Shane Dwight
Devil’s Noose
Eclecto Groove
This House

Eden Brent
Leave Me Alone
Yellow Dog
Ain’t Got No Troubles

Mark Hummel
I Got To Find My Baby
Mountain Top Productions
Harmonica Party

Music Bed:
Jack McDuff
Whap!
Fantasy
Honeydripper

* The Roadhouse Premium, Deluxe and App only.
* The Roadhouse Premium, Deluxe and App only.
Creative Commons License

BOM DIA, CIDADE!!! Compartilhe nossa agenda de Blues, porque compartilhar música é compartilhar cultura!!!!

TERÇA - 29/04 - 21h
EISENBAHN JAZZ N’BLUES
Coié Lacerda & Harlem’s Club
Bar Opinião - Ingresso: R$ 20,00
(Evento: http://migre.me/iXP62)

QUARTA - 30/04 - 19h
Gaspo “Harmônica” & Fábio “Washboard” Ly
Café SESC Centro - Entrada franca!
(Serviço: http://migre.me/iXPhd)

QUARTA - 30/04 - 23h
Ale Ravanello Blues Combo
Insano Pub - Lima e Silva, 601
(Evento: http://migre.me/iXPmS)

SEXTA - 02/05 - 21h
Oly Jr. & Gonzalo Araya
“Do Delta do JAcuí ao Deserto do Atacama”
Malvadeza Pub - Ingresso: R$ 10,00
(Serviço: http://migre.me/iXPp2)

SÁBADO - 03/05 - 23h
Hard Blues Trio
Roadster Café - Ingresso: R$ 15,00
(Evento: http://migre.me/iXPwT)

Sim! Temos humor inteligente e útil no Brasil!
Por I. Malforea


Geralmente sou bem crítico com humoristas, especialmente os que seguem a escola do stand up comedy, que, de uma maneira geral, e em minha opinião (não confunda as coisas: tenho consciência que a minha opinião é só a MINHA opinião, e não uma verdade universal), acabam fazendo o que muitos blueseiros brasileiros fazem: traduzir algo criado nos EUA, de acordo com seu contexto, e fazendo meras "traduções" para o português, totalmente fora de nossa realidade. Bem, aqui não é os EUA, a feliz e oficial terra do bullying. Aqui não temos o hábito de insultar o próximo de maneira tão escancarada e bem-vista como por lá. Sequer temos o velho conceito do vencedor X perdedor, onde o segundo lugar não é medalha de prata, e sim o que perdeu pro vencedor. Logo, a esmagadora maioria dos supostos humoristas do stand-up me são insuportavelmente sem graça e imbecis, pra ser bem sutil. É o que rola com o blues brasileiro, que em sua maioria traz letras extremamente pobres com cantores medíocres, que na verdade são guitarristas ou gaitistas que cantam. Isso em sua MAIORIA. Claro que há boas exceções.

O fato é que, felizmente existem exceções, tanto no BRBlues quanto no ramo do humor. E, neste último, acabo de assistir a uma ótima prova de consciência, inteligência e criatividade, no já famoso canal Porta dos Fundos. A série VIRAL conta a história de um cara que descobre ser soropositivo e resolve avisar suas ex-parceiras enquanto tenta também descobrir qual lhe passou o vírus HIV. Em quatro capítulos de aproximadamente 13 minutos nos deparamos com um pouco da realidade de quem vive este drama: ignorância, pré-conceitos, mitos e situações engraçadas, ou nem tanto. Na verdade o tema é extremamente delicado. Teremos soropositivos, parentes, parceiros, filhos, pais de soropositivos, inclusive soropositivos recém-descobertos assistindo aos episódios. O grande mérito da série, cujo roteiro é do Fábio Porchat, é colocar o telespectador na pele da personagem. Quebra-se aquela sensação de que "esse tipo de coisa só acontece com os outros" e, de repente, passa-se a pensar no que fazer nessa situação, como falar sobre isso com alguém que talvez tenha contraído o vírus e não saiba, e como reagir à sua reação.

Enfim, vale ter a própria experiência e levar como lição de vida, afinal, pode acontecer com qualquer um de nós. Cuide-se!


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Mais info: Blues Power Jam Party