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junho 2013

Saxofonista lança novo CD com o seu grupo Five Elements
Saxofonista lança novo CD com o seu grupo Five Elements


Luiz Orlando Carneiro

O mais recente álbum assinado por Steve Coleman - saxofonista alto, compositor (ou inventor musical), líder da M-Base – chama-se Functional arrhythmias (Pi Recordings). Os títulos de suas 14 faixas, inspiradas nos “ritmos (ou arritmias) dos sistemas biológicos humanos”, são tão esquisitos para jazz tunes como Medulla-vagus (6m30), Cerebellum lean (3m55) ou Lymph swag/Dance of the leukocytes(3m50).

Como sabem os jazzófilos mais antenados, o saxofonista nascido em Chicago, há 56 anos, formado num ambiente vanguardista que teve como ícones a Art Ensemble of Chicago e Von Freeman, foi o idealizador da M-Base, à frente do seu quinteto Five Elements. Como pouca gente sabe, o M-Base não é propriamente um estilo de jazz contemporâneo, mas um acrônimo de “Macro-Basic Array of Structured Extemporizations”. Ou seja, algo como “ordenação macro-básica de extemporaneidades (ou improvisações) estruturadas”.

Mas todo esse conceitualismo acaba por ser mais um obstáculo do que uma porta aberta para quem é convidado a simplesmente apreciar a música preconcebida ou criada no momento (no estúdio ou no palco) por um dos mais técnicos e intensos saxofonistas da cena jazzística, desde que apareceu como young lion em meados da década de 1980. E, afinal de contas, ninguém precisa estudar, por exemplo, o processo criativo “harmolódico” de Ornette Coleman para fruir (ou repelir) a música de um dos maiores gênios do jazz moderno.

Na apresentação do CD Functional arrhythmias, gravado no ano passado, e lançado há dois meses, lê-se: “Coleman (Steve) emprega um processo inusitado de criação destas composições.

Usualmente, ele começa improvisando sozinho no saxofone, enquanto visualiza alguns dos princípios físicos (energia, vibração, movimento, efeito) de funções biológicas. Tais sketches espontâneos são então transcritos, e outras seções improvisadas acrescentadas, até que se forma a composição final. As camadas resultantes de contraponto melódico e rítmico exibem todas as marcas registradas do que há de melhor na obra do saxofonista”.

A trama contrapontística é tecida pelo líder e seus associados: o trompetista fora de série Jonathan Finlayson, 30 anos, que foi “adotado” por Steve Coleman quando tinha só 18 anos; os antigos colaboradores Anthony Tidd (baixo elétrico) e Sean Rickman (bateria), que retornam ao Five Elements depois de 15 anos; o guitarrista Miles Okazaki, que atua em cinco faixas (Medulavagus,Cardiovascular, Irregular heartbeats, Lymph swag e Adrenal, got ghost)

A primeira e mais longa peça do CD, Sinews (6m50), dá o tom da maioria das faixas: uníssonos “ornetteanos” dos dois sopros, que logo se transformam em diálogos sempre inteligentes e cordiais, às vezes levemente politonais, movidos pela bateria crepitante, latejante, de Rickman e pelas sístoles e diástoles do baixo de Tidd. A guitarra de Okazaki intensifica ainda mais o substrato funky do quinteto em Cardiovascular (2m30) e Adrenal (3m05). Há momentos de repouso, como em Respiratory flow (3m50), e melodicamente muito envolventes, como em Limbic cry (5m35).

Martin Longley (BBC Review) assim qualificou a mais recente obra de Steve Coleman/Five Elements: “Este é o mais excitante e substancial lançamento de Coleman dos últimos anos, rigorosamente provocante, pleno de melodias insinuantes e de energias impulsivas, e movimentado por uma funkiness globular única”.

De acordo.


A imprensa se pergunta sobre o que virá agora, já que as tarifas de ônibus baixaram. O que não falta é tema pra pauta. Compartilhe.

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Discover - Brazilian Blues
Baixe a mais recente coletânea com a participação dos Joes

Foi lançada ontem a coletânea Discover - Brazilian Blues", distribuída mundialmente pela ONErpm - X5 Music Group. Por enquanto está disponível apenas no site da Amazon, mas logo logo disponibilizaremos links de outras lojas. 

Na coletânea estão grandes nomes do blues brasileiro, como Blues Etílicos, Big Gilson e Ricardo Werther (falecido há alguns meses). A DB está presente com a faixa Missing My Baby (Bottleneck Blues), um instrumental que transporta o ouvinte ao velho Delta ao som de ninguém menos que Son house dando sua opinião sobre o que é o blues. Imperdível.

Para conhecer a coletânea, CLIQUE AQUI.

Confira o setlist:

1. Midnight Blues - Marcel Ziul
2. You Better Believe It Baby - Ricardo Werther
3. Scared - Felipe Cazaux
4. Crazy About You - Celso Salim
5. In The Morning - Big Gilson
6. Slow Down - Rodica
7. Fast as You can Be - Amleto Barboni
8. Diamonds at Her Feet - Blues Etílicos
9. Crossroads Blues - Another Blues Band
10. Dia Maneiro - Coyote Valvulado
11. Anne - Sergio Murilo
12. Home Work - Mauricio Sahady & Blues Groovers
13. Missing My Baby (Bottleneck Blues) - Distintivo Blue
14. Loganalise - Bruno Lara
15. Must Have Missed a Turn Somewhere - Alamo Leal


Ficha Técnica:

Lançamento: June 18, 2013
Selo: ONErpm - X5 Music Group
Copyright: 2013 ONErpm - X5 Music Group
Tempo total: 1:05:55
ASIN: B00CZ2KW6S
Foto: Katy Freitas/TDM
Katy Freitas
Redação TDM


A última noite de Best of Blues Festival aconteceu na última quinta-feira (13) na capital paulista. O WTC Golden Hall recebeu de volta a seu palco os dois representantes do blues que já haviam se apresentado nos dois primeiros dias: a jovem norte-americana Shemekia Copeland e o veterano inglês John Mayall. 

Além das duas diferentes gerações e de vertentes distintas do blues, o público recebeu a única e aguardada atração roqueira da programação: Chris Cornell.

Shemekia Copeland

Abençoada com uma voz incrível e imenso carisma, a cantora de 34 anos voltou ao palco do festival e novamente agitou os paulistas e surpreendeu os que não conheciam seu trabalho.

Com sua excelente banda, a enérgica Shemekia deu início às atividades musicais do WTC com um animado repertório de soul, funk, blues e até gospel, em dois momentos arrepiantes, em que apresentou “Somebody Else’s Jesus” e “Stand Up And Testify”, que levou o público à igreja que sua avó frequentava “28 dias por semana”.

Entre canções de seu mais recente disco, "33 1/3", Shemekia, filha de Johnny Copeland, cantor e guitarrista de blues, dedicou um blues a seu pai e, não só Shemekia exibiu perfeição em técnica vocal, como emocionou a todos ao ‘ignorar’ seu microfone e cantar à capella a lindíssima “Ghetto Child”.

John Mayall

O padrinho do blues inglês voltou ao Best Of Blues e apresentou um repertório recheado do que há de melhor e tradicional no estilo. Com a plateia lotada e uma atmosfera completamente diferente e superior à noite anterior, o bluesman subiu ao palco sozinho e apresentou um número de gaita de Sonny Boy Williamson.

O precursor do blues na Inglaterra, lembrado por sua banda formada com Eric Clapton em meados dos anos 60, o Bluesbreakers, novamente trouxe um setlist que passou por diversas fases de sua extensa carreira.

Animado, o Sr. Mayall cumprimentou os fãs e com seu jeito polido e inglês, agradeceu a presença de todos e fez o que melhor sabe fazer: cantou, tocou teclado, guitarra e sua maravilhosa gaita.

Com o som claramente melhor, John manteve a atenção dos apreciadores da história do blues com o tempero todo distinto que trouxe de terras inglesas, mas também interpretou canções do blues de Chicago. A excelente performance de sua banda também chamou atenção, especialmente durante os solos do guitarrista Rocky Athas e do baixista Greg Rzab.

Chris Cornell

Sim, sabemos que Chris Cornell não toca blues, mas faz música de qualidade e foi calorosamente recebido pela plateia do Best Of Blues, que em sua maioria estava lá justamente para vê-lo - foi o único show do cantor na capital paulista.

O vocalista subiu ao palco para encerrar o festival e se apresentou: “Aos que não me conhecem, sou Chris Cornell e estou tocando em um festival de blues!”. De camiseta branca, jeans e tênis, o músico só precisou de violão e microfone para enlouquecer a audiência.

Esta simplicidade torna tudo mais impressionante, pois Cornell realmente cativa com poucos recursos e muito talento. O show no formato voz e violão é o que ele apresenta com a turnê “Songbook”, que passou pelo País na última edição do SWU, em 2011.

Até hoje vocalista do Soundgarden, Chris Cornell foi o frontman do Audioslave e dividiu os vocais com Eddie Vedder no Temple Of Dog. No repertório desta quinta-feira (13), todas as suas bandas foram lembradas em versões folk-rock de alguns hits, como “Black Hole Sun”, “Fell On Black Days”, “Like A Stone”, “I Am The Highway” e “Hunger Strike”, que contou com um belo coro dos fãs.

A sua característica voz, potente, arranhada e de grande extensão, arrancou gritos e aplausos do público. As canções de sua carreira solo também foram apresentadas, como “Scar On The Sky”, “Can’t Change Me” e “As Hope And Promise Fade”. Chris tocou um cover de “Thank You”, do Led Zeppelin”, além da aclamada versão de “Billie Jean”, do Michael Jackson”. Ao final da apresentação, o músico convidou a plateia a se aproximar do palco e tocou “Doesn’t Remind Me” e “Imagine”, de John Lennon.


Aproveite e confira, ao lado, nossa promoção DISTINTIVO RED - CACETE DE AGULHA!
Assistir a um espetáculo sem estar, fisicamente, na plateia tem se tornado uma atividade cada vez mais comum. A transmissão via streaming popularizou-se e somou diversos benefícios como o acesso livre e gratuito.
Nesse contexto, o JazznosFundos propõe o seguinte: todas as terças, quintas, sextas e sábados tem jazz nos fundos da caixinha do seu computador. Para assistir aos shows, ao vivo, que acontece na casa, basta acessar osite.
São orquestras, big bands e todo o tipo de variação do jazz desde o ska jazz até o free jazz. Confira a agenda.

Após uma intensa pesquisa sobre as raízes do Blues, Celso Salim e Rodrigo Mantovani apresentam sua primeira parceria: o disco Diggin’the Blues. O trabalho é inteiro acústico, em sua maior parte gravado ao vivo, em um estúdio móvel na casa do guitarrista Celso Salim. No repertório do duo estão canções compostas entre as décadas de 30 a 60 de autores como Big Bill Broonzy, Willie Dixon, Muddy Waters e Blind Boy Fuller, entre outros. O cd conta também com algumas músicas autorais, além de uma participação do grande gaitista Sérgio Duarte.

Utilizando instrumentos tradicionais do Blues, o duo mostra uma seleção de músicas que, apesar de pouco conhecidas, são clássicos do Country Blues, além de releituras no formato acústico de músicas do Blues elétrico. Assim, os músicos apresentam e representam com grande destreza os antecessores do Blues urbano que muitos não conhecem. Rodrigo apresenta um estilo de tocar que pouco se encontra por aqui, com influência dos primeiros baixistas que acompanharam os Blueseiros gravados no início do século passado. Celso canta e toca o violão “dobro” (freqüentemente utilizado por violonistas do estilo) em diferentes afinações e domina o slide como poucos no Brasil.


A apresentação é gratuita, com início às 19h. Distribuição de senhas na portaria do prédio do Ibeu 1h antes do show.


CENTRO CULTURAL IBEU
Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 690 - 11º andar Auditório
Copacabana, Rio de Janeiro
Informações: (21) 3816-9458 | cultural@ibeu.org.br
http://centroculturalibeu.blogspot.com

Sérgio Martins - A terceira edição do BMW Jazz Festival foi marcada pela falta de novidade. Sérgio Martins comenta as três noites do festival que teve como destaques Pat Metheny, James Farm e Johnathan Blake Quintet.


Fonte: Veja

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Dia 07 de junho de 2013 as 21:00H show no Gambalaia Espaço de Artes "the Blues is my Lady" com Paulo Toth and Lady's Band , ingressos R$ 25,00 - ingressos antecipados c/ desconto nos telefones 4368-8978 e 965985940
A lenda viva do blues britânico estará por aqui no próximos dias
Katy Freitas
Redação TDM

No início da década de 1960, a Inglaterra revelava um dos mais importantes nomes da história do blues: John Mayall, responsável por resgatar o estilo norte-americano liderado por músicos negros e levar este tesouro ao Reino Unido. É no mínimo justo que Mayall seja o “padrinho do blues”. 

Em 1963, o músico formou a banda Bluesbreaker com Alex Korner, que rapidamente ficou conhecida por tocar no clube Marquee, em Londres. No ano seguinte a banda se apresentou com John Lee Hooker durante sua turnê britânica. Após a chegada do jovem Eric Clapton, em 1965, a banda ganhou cada vez mais destaque.

Até hoje, John Mayall lança memoráveis discos de blues e essa verdadeira lenda viva da música concedeu uma entrevista ao Território da Música e falou sobre suas experiências, sua relação com a atual banda e o momento que o blues vive, além de revelar sua expectativa para o festival Best Of Blues, que acontece de 10 a 13 de junho, em São Paulo.



Confira o papo exclusivo com a lenda, em seu melhor jeito inglês de ser, abaixo:

É um prazer falar com o senhor.

John Mayall: Que bom, estamos ansiosos para tocar aí no Brasil.

Sr. Mayall, eu gostaria de nos levar de volta ao seu início na música. Imagino que não deve ter sido exatamente fácil fazer música naquele tempo, especialmente blues na Inglaterra. Você poderia falar um pouco sobre essa época?

JM: Bom, quando comecei mesmo, com Alexis Korner e Cyril Davies, foi muito fácil porque era algo novo para as plateias e todo mundo começou a surgir ao mesmo tempo, lá para 1962 e 1963. Antes disso não havia muita atividade.

Nossos leitores e eu gostaríamos de saber como você conheceu o Eric Clapton.

JM: Eu o ouvi tocando no Yardbirds e fiquei muito impressionado com a forma que ele tocava. Então foi muito bom quando ele saiu do Yardbirds e eu tive a oportunidade de contratá-lo e deu tudo certo depois disso.

Você sentiu uma ligação com ele ao tocarem juntos nas primeiras vezes?

JM: Ah, com certeza! O fato de ele ter ficado disponível foi muito bom para nós dois, pois queríamos tocar blues.

Pergunto isso, pois considero o “John Mayall's Bluesbreakers with Eric Clapton” um dos melhores álbuns de todos os tempos.

JM: É adorável ouvir isso!

De toda sua longa e produtiva carreira, tendo ao seu lado músicos como Jack Bruce, Mick Taylor, Peter Green, Mick Fleetwood, entre muitos outros, qual é sua época favorita? 

JM: Bem, é como as coisas estão indo agora, na verdade. A banda com a qual estou nos últimos cinco anos tem sido a mais fácil para trabalhar, a mais empolgada e a mais estável de todas as bandas. Então estou muito contente com a forma que tudo está acontecendo e você poderá ouvir isso quando estivermos aí.




Há 10 anos você ganhou uma grande festa para celebrar seu 70º aniversário (“John Mayall & The Bluesbreakers and Friends - 70th Birthday Concert”). Esse ano você completa 80 anos. Podemos esperar um show maior ainda?

JM: Eu acho que não. Ninguém falou sobre nada em relação a isso. Na verdade ninguém teve essa ideia, então provavelmente vamos pular esse ano.

Definitivamente seria algo genial 

JM: Sim, vamos ver, né? 

Sr. Mayall, como você vê o blues hoje? Consegue destacar artistas novos que representem o estilo?

JM: Bem, eu não posso dizer que ouvi todo mundo. Mas tenho visto que tem um pessoal bem jovem tocando blues agora e isso pode ser animador para futuro.

Com tanta coisa de qualidade questionável na mídia hoje, você acredita que ainda teremos uma reviravolta?

JM: Ninguém pode prever o futuro, mas é esperado que as pessoas reajam ao blues e o mantenha vivo. É muito bom ver que tem tantos festivais de blues pelo mundo e isso é muito bonito.

Tivemos um show do Paul McCartney aqui recentemente, e vi muitos jovens e crianças cantando músicas que foram lançadas quando nem eram ainda nascidos.

JM: Sim, exatamente!

Você vê isso constantemente nos seus shows?

JM: Sim, especialmente nos festivais que são abertos para todas as idades. Vemos famílias inteiras frequentando e podemos ver que eles curtem muito.

É uma esperança para o futuro, não?

JM: Com certeza! Está garantido.

O Brasil terá o prazer de te receber mais uma vez, no festival Best Of Blues, agora em junho. Você se lembra da última vez que veio ao País?

JM: Olha, depois de um tempo tudo fica meio embaçado na mente, sem precisar olhar em arquivos e datas, porque fazemos muitos shows todos os anos. Mas em todos os lugares onde tocamos fomos bem recebidos, então isso é algo que me lembro.

Pode nos adiantar um pouco do que está preparando para os shows aqui?

JM: É uma boa pergunta, pois o público gosta de ouvir coisas dos primórdios, mas também gosta de ouvir música nova, então tentamos criar um repertório que inclua todas as épocas. É sempre bom revisitar algumas antigas e definitivamente tocaremos umas mais recentes.

Vai ser ótimo. Você tocará no mesmo dia que Buddy Guy e Taj Mahal...

JM: Somos bons amigos!

Como é sua relação com todos esses astros do blues?

JM: Estamos na mesma estrada por tantos anos, por isso, obviamente, nos tornamos muito amigos. É sempre muito bom estar em festivais que juntam todos e nos dão a oportunidade de sairmos e dividirmos histórias.

Seu ótimo e mais recente disco “Tough” saiu em 2009 e nele você, obviamente, canta, toca guitarra, gaita, piano. O que você mais gosta de fazer na música?

JM: Me sinto confortável com tudo. Depende do que a música te sugere que vá lhe servir. Então todos os instrumentos precisam servir um papel. 

O que te inspira ao compor?

JM: Não sei. Quando tenho a chance de gravar, acabo tendo ideias com as coisas que estão acontecendo, escolhendo temas, escrevendo as músicas ou gravo músicas de outras pessoas. 

Está trabalhando em um novo material?

JM: Não, no momento não. Estamos esperando para ver o que a Eagle (gravadora) tem planejado para nós, mas não sabemos ainda. Esperamos lançar algo ainda esse ano.

Você gostaria de deixar alguma mensagem aos nossos leitores?

JM: Sim, vou ficar muito feliz em ver o público brasileiro e estou na expectativa de ter bons momentos aí. Estou ansioso.