glu

Fevereiro 2010

Perdeu ou quer ouvir novamente O SOM DA TRIBO de hoje? Clique no link abaixo e baixe ou ouça diretamente no player.


O SOM DA TRIBO é um programa independente, que vai ao ar todos os sábados na 96FM, das 19h às 21h.

Apresentação e produção: Miguel Côrtes e Jacqueline Jack
Comunidade no Orkut
Twitter: www.twitter.com/osomdatribo
Blues Brothers(Os Irmãos Cara-de-Pau)

Sucesso nos anos 80, o longa “Os Irmão Cara de Pau” (“Blues Brothers”) vai virar seriado. O anúncio foi feito pela esposa do falecido ator John Belushi, que formava dupla com Dan Aykroy.

A série será estrelada e produzida pelos atores Wayne Catania e Kieron Lafferty. O roteiro está sendo desenvolvido pela escritora de “Saturday Night Live”, Anne Beatts, que já escreveu entre seis e oito episódios, que mostrarão a dupla em uma viagem entre o Mississipi e New Orleans.


“Os Irmãos Cara de Pau” foi uma dupla criada em 1978 como parte do programa “Saturday Night Live”. Porém, fizeram tanto sucesso na época, que seguiram carreira própria e em 1980 lançaram seu primeiro filme.

Fonte: Natelinha
Jefferson Gonçalves

Jefferson Gonçalves Trio acústico
27.02 - sábado -
Hora: 19:00h -
Sesc Teresópolis - Av. Delfim Moreira 749 -
Teresópolis - RJ
BUDDY BOLDEN'S BLUES
Autor: ONDAATJE, MICHAEL
Tradutor: BRITTO, PAULO HENRIQUES
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Páginas: 176

Sinopse:

Michael Ondaatje - autor de 'Bandeiras pálidas' e 'O paciente inglês' - recria neste romance a carreira meteórica de Buddy Bolden , músico que revolucionou a maneira de tocar o cornetim, instrumento depois substituído no jazz pelo trompete. Neste livro que se apresenta como romance e não como biografia, o pouco que se sabe sobre Buddy Bolden é elaborado por Ondaatje tal como um jazzman desenvolve um tema musical - como material para variações. Daí, por exemplo, a possibilidade de acompanharmos de perto os complexos relacionamentos de Buddy com os amigos e as mulheres.

Jornal da Tarde / Data: 5/5/2001
O músico que não lia uma partitura e se tornou uma lenda
Autor de O Paciente Inglês escreve uma biografia romanceada de uma das estrelas do jazz quando o jazz mal havia atingido a maioridade
Por Ana Maria Ciccacio

Ele não gravou nenhum disco nem sabia ler música. Mas dizem que o lamento de seu trompete soava tão alto e profundo que em algumas noites podia-se ouvi-lo a milhas de distância. Sua paixão? O vinho e as mulheres. Sua vida? Repleta de mistérios. Sua arte? Ceifada pela loucura aos 31 anos. Buddy Bolden (1876-1931), até hoje reverenciado em Nova Orleans, é daqueles músicos lendários que deram sentido ao jazz quando o jazz mal havia atingido a maioridade. O historiador inglês Eric Hobsbawm cita-o pelo menos quatro vezes em seu clássico História Social do Jazz. E o escritor Michael Ondaatje, o mesmo autor de O Paciente Inglês, popularizado pelo filme homônimo que ganhou vários Oscars, dedicou-lhe o romance-biográfico Buddy Bolden's Blues. Quem aprecia o jazz não deve perder este livro. Ondaatje, nascido no Sri Lanka, em 1943, e radicado desde 1962 no Canadá, escreveu Buddy Bolden's Blues aos 33 anos, no começo da carreira, como um desafio, conforme disse a jornalistas brasileiros no começo de março, quando aqui esteve para lançar o livro. Juntando retalhos de história, memórias quase lendas de gente que teria ouvido e amado o som sensual e triste do "demoníaco barbeiro da Franklin Street", Ondaatje recria toda uma vida, sem no entanto preencher os vazios documentais. Ao rigor da pesquisa Ondaatje acrescenta sensibilidade poética, e assim alimenta ainda mais a lenda. Não há vazios, porque a literatura instiga a imaginação a completá-los. Buddy Bolden, "o mais preto dos pretos", como diz a lenda e Hobsbawm recupera, transforma-se em herói trágico. Alguém que morre num manicômio 24 anos depois da primeira crise de dementia praecox, mas é capaz de perpetuar-se pela arte. Quem ouviu o também editor de um jornaleco de escândalos, que depois da barbearia varava a noite levando ao delírio a platéia dos prostíbulos de Storyville e, nos desfiles de bandas pelas ruas da cidade, juntava atrás de si uma verdadeira procissão, só pode ser tratado assim: com imensa ternura. Dizem que Bolden teria achado seu trompete na rua. Dizem, também, que, quando não estava solando, ele o batia no chão do Odd Fellow's Hall, para marcar o ritmo. "Era uma música que tinha tão pouco juízo que dava vontade de limpar cada nota pela qual ele passava, passava como se estivesse passeando de carro, passava antes mesmo de se aproximar dela e vê-la direito. O único controle era a atmosfera da força de Bolden... e é por isso que é bom nunca tê-lo ouvido tocando numa gravação... Bolden jamais foi gravado. Manteve distância enquanto os outros entravam na história via cilindro de cera, via eletrônica, os outros que depois disseram ter sido Bolden quem abriu os caminhos. Era igualmente importante vê-lo esticar-se e rodopiar enquanto tocava as últimas notas, ver os nervos a latejar sob a pele suada da cabeça." Ondaatje escreveu um livro que desperta o desejo impossível de ouvir ao vivo o som mágico dessa música, e não o de uma gravação. Mas isso não decepciona, porque a força da poesia compensa a frustração. Fica-se a imaginar como ela soaria e a que blues abissal nos poderia levar.
Sue Foley - Big City Blues(1995)

O álbum desta semana não é tão conhecido: a garota da foto é uma canadense de Ottawa, radicada em Austin, Texas. Nasceu em 1968 e além de cantora é uma excelente guitarrista com um bom feeling de blues. Não é um album para puristas: a voz country e sensual da moça somada a boas doses de rock n' roll misturadas a agradáveis demonstrações de piano bar fazem deste disco uma boa pedida. Um som realmente muito gostoso de se ouvir. Aí vai o setlist:

01 Big City Blues - 3:34
02 Howlin' for My Darlin' - 3:38
03 To Be Alone With You - 4:16
04 One Hundred Dollar Bill - 2:21
05 Ain't Gonna Worry No More - 2:36
06 This Time - 3:45
07 As Long as I Have You - 4:16
08 Highway Bound - 4:04
09 If You Gotta Go - 3:49
10 My Baby's Sweeter - 4:20
11 Girl's Night Out - 3:04

Destaque para Big City Blues e Ain't Gonna Worry No More, dois piano-bar; Highway Bound, um acústico que às vezes lembra Janis Joplin, e Girl's Night Out, um instrumental ilustrando uma farra de garotas. Vale a pena conferir. Até a próxima semana!

Qualidade: 192kbps
Formato: MP3

Links:
Site oficial: www.suefoley.com
Entrevista à Modern Guitars Magazine


Magic Slim em Poços De Caldas-MG

Começar o ano em grande estilo musical. Este é o objetivo do show de pré-lançamento do 3º. Poços de Caldas Jazz & Blues Festival, que vai trazer para Poços de Caldas dia 27 de fevereiro, às 20 horas, na Urca um dos maiores ícones do Blues, o “monstro” Magic Slim. O Festival de Jazz e Blues um dos mais importantes eventos culturais da cidade, tem se firmado com um dos mais destacados do Brasil. Foi lançado em 2008 com grande sucesso e com a vinda de renomados músicos nacionais e internacionais. Para a edição de 2010 que vai acontecer de 08 a 11 de julho a programação já está sendo planejada e grandes novidades preparadas. Os shows do Festival de 2009 receberão atenção especial da Rede Minas e a partir de 26 até 29 de janeiro, a emissora vai exibir diversos programas especiais somente do 2º. Poços de Caldas Jazz & Blues Festival. Vale a pena conferir.
Magic Slim é um dos grandes responsáveis pela influência musical de muitos músicos do Blues e do Rock ‘N’ Roll. As apresentações de Slim se tornaram lendárias nos quatro cantos do mundo, com sua gigantesca estrutura física, “O Gigante do Blues” é uma figura imponente no palco, seus solos eletrizantes de guitarra e seu forte vocal ainda conta com um repertório enciclopédico de centenas de canções em sua cabeça, o que faz com que seu show seja uma mostra de qualidade encantadora de improviso. Magic Slim (Morris Holt) nasceu, em Torrence, no estado do Mississippi, em sete de agosto de 1937. Ele se interessou desde cedo pela música, cantando no coro da igreja, e fabricou seu primeiro instrumento pregando os fios de uma vassoura na parede. "Mamãe me bateu por isso", recorda Slim. Sua primeira paixão foi o piano, mas por ter perdido o dedo mínimo da mão direita em um acidente com o descaroçador de algodão, ele achou difícil tocar corretamente.

Ainda assim, ele simplesmente mudou para a guitarra, trabalhava nos campos de algodão durante a semana e tocava o blues em festas particulares nos finais de semana. Quando ele tinha 11 anos, mudou-se para Granada Holt, Mississippi, onde conheceu e fez amizade com Magic Sam, que lhe deu algumas indicações sobre a guitarra. Recorda Slim, "Nós costumávamos sentar debaixo de uma árvore nas tardes de domingo e tocar violão. Magic Sam me disse para não tentar tocar como ele, não tente tocar como ninguém. Obtenha um som próprio.” E foi o que ele fez - um tom de guitarra que é sua marca registrada, e um incrível vibrato, juntamente com uma energia regional em seus vocais. Anos mais tarde os dois voltaram a se ligar novamente em Chicago, onde Sam teria uma grande influência na carreira de Slim. Quando Slim fez sua primeira viagem para Chicago em 1955, Sam ofereceu seu incentivo amigo, deixando Slim tocar contrabaixo na sua banda e até mesmo deu-lhe o seu nome artístico Magic Slim. Mas Slim achou muito difícil a cena blues altamente competitivo, e voltou desanimado para o Mississippi para aperfeiçoar seu ofício. Em 1972, ele começou a tocar regularmente em um pequeno clube na zona sul de Chicago chamado Florence’s, inicialmente, preenchendo a vez de Hound Dog Taylor na ocasião, e eventualmente, assumia a gig de Hound Dog, logo deixou o clube para uma carreira mais segura, e mais lucrativa, na estrada Slim é agressivo, seu estilo violento foi o complemento perfeito para a atmosfera muitas vezes turbulento no Florence’s. Em meados dos anos 70, Slim começou a acertar o seu passo como guitarrista, músico, bandleader e artista, o lançamento de uma carreira que o levou por todo o país e do exterior para o reconhecimento nacional e aclamação internacional. Ele começou suas turnês pela Europa, onde a sua autenticidade de roupa áspera e foi bastante apreciado. Hoje ele é um dos mais procurados headliners para festivais no Reino Unido, Polónia, Escandinávia, França, Holanda, Bélgica e Grécia. Até o final dos anos 80 ele também já tinha excursionado pelo Japão e América do Sul. Em sua primeira viagem ao Brasil em 1989, tornou-se um herói instantâneo, aparecendo na televisão, em uma dúzia de artigos de revistas e todos os grandes jornais do país. A imprensa disse que ele roubou a cena de de Buddy Guy, Etta James e Albert Collins. Ele retornou diversas vezes ao Brasil. E no próximo dia 27 de fevereiro estará em Poços de Caldas para este grande show internacional. Informações e ingressos pelo fone (35) 3697 1551.

Fonte: Poços de Caldas Jazz & Blues Festival
Blues em Porto Alegre

Depois de uma breve pausa volta com tudo o projeto Divina Blues no Divina Comédia todas as quartas-feiras e dessa vez quem toma o palco do Pub é a banda Little Boogie tocando grandes clássicos do blues e novidades. A função começa a partir das 21 hrs e é cedinho mesmo. O Divina Comédia tem ambiente climatizado e aceita todos os cartões de crédito.
E para incentivar os musicos a participarem e darem sua canja os cinco primeiros musicos que já tenham participado da Confraria do Blues com banda ou na Jam session que retornarem esse e-mail vão ficar isentos de ingresso.
Esperamos todos lá pra mais essa grande festa.

PROJETO DIVINA BLUES
BANDA LITTLE BOOGIE
24 DE FEVEREIRO, QUARTA, 21 hrs
DIVINA COMÉDIA
RUA DA REPÚBLICA, 649 - CIDADE BAIXA
INGRESSOS: MASCULINO: 15,00, FEMININO: 10,00
RESERVAS: 30629424

BB KING: PREVIEW DO ÁLBUM ONE KIND OF FAVOR

O rei do blues está de volta em março
Não tem jeito: quando a música está nas veias não existe aquele que consiga parar por vontade própria. Acontece com uma lista interminável de músicos conhecidos. Com o mestre BB King não poderia ser diferente. Há tempos ele anuncia sua aposentadoria e nunca consegue de fato parar de se apresentar, para a felicidade de muitos mundo afora. Os fâs brasileiros terão mais uma sessão de últimas chances de conferir o trabalho do rei. Está em seu site oficial (www.bbking.com) a lista de apresentações em terras tupiniquins. Aqui vai:
16/03: Vivo Rio(Rio de Janeiro-RJ)
19/03: Via Funchal(São Paulo-SP)
20/03: Via Funchal(São Paulo-SP)
22/03: Centro de Convenções Ulysses Guimarães(Brasília-DF)
Além dessas datas é muito provável que Haja algum show no Bourbon Street, em São Paulo. O local já tem tradição com o bluesman, que o inaugurou 16 anos atrás. Não há nada no site oficial(www.bourbonstreet.com.br), mas ainda está como incógnita a programação justamente desse período da vinda do rei, que lançou um disco pela última vez em 2008, chamado One Kind of Favor. Eu vou, e vocês?
BUDDY GUY
Por James Waynauskas
Rubenildo Metal Explica o porquê do fim do Blog do Rubenildo. Este e outros assuntos no SOM DA TRIBO de hoje.

Você poderá baixar o programa ou ouvir diretamente no player situado logo abaixo do título do arquivo.


CLIQUE AQUI para baixar e/ou ouvir.


CLUBE DE PATIFES E VALENTINA (SSA) FAZEM A FESTA DE LANÇAMENTO DO NOVO CD DO CLUBE, "COM UM POUCO MAIS DE ALMA" OS INGRESSOS JA ESTÃO DISPONÍVEIS NO SHOPPING BOULEVARD.


QUANDO? DIA 20 DE FEVEREIRO
ONDE? ANTIQUARIO PUB
QUANTO? INGRESSO + CD = R$ 10,00


LEMBRANDO QUE OS INGRESSOS PROMOCIONAIS SÃO LIMITADOS, ENTÃO GARANTA JÁ O SEU!!!

visualizar o perfil de Clube de Patifes: http://www.orkut.com.br/Profile?uid=9848040083847635932&mt=2

É hoje, Rapaziada! Logo mais, às 19h no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima a DB abrirá a noite do Grito Rock. Ingressos R$5,00. Não se atrasem!
=)


Salve! Faltam apenas dois dias para o show no Centro de Cultura. Tivemos hoje nosso último ensaio para esta apresentação. Seremos os primeiros da noite, aproximadamente às 19h, com apenas 8 músicas no repertório, incluindo, claro, a recém gravada Luar do Pontal. O ingresso custa R$5,00 e estará à venda apenas na portaria. A novidade é que neste show estaremos acompanhados do baterista Rauni "Nau", da banda Tombstone. É o caçula da formação e é uma grande promessa. Todos os ensaios desta etapa foram super tranquilos e com poucos erros. Esperamos que consigamos fazer um bom show. Na foto acima está Elvis, nosso companheiro em todos os ensaios, desde o primeiro da banda. O bicho adora um blues: não sai de perto da gente enquanto estamos em sua casa. Quem sabe não vira o mascote oficial da banda, esse safado...rsrsrs. Por hoje é só. Uma boa noite a todos!

E-FLAT JUMP: LITTLE MAMA
Bluesgirl Sueca "Hot Little Tess" Andersson numa versão da canção de Johnny Watsons.
ERIC CLAPTON - A AUTOBIOGRAFIA

Autor: Clapton, Eric
Editora: Planeta
Nº de páginas: 400
Idioma: Português
ISBN-13: 9788576653301

Sinopse:
Eric Clapton é muito mais que um rock star. Apresentou-se ao redor do mundo em shows disputadíssimos e é um artista fundamental no desenvolvimento musical de toda uma era. Sua maneira de tocar o fez ser chamado de 'Deus'. Composições como 'Layla', 'Sunshine of your love', 'Wonderful tonight' e 'Tears in heaven' são inesquecíveis para várias gerações de fãs de música. Neste livro, Clapton conta a história de sua viagem profissional e pessoal sem esconder nada, numa das memórias mais arrebatadoras de nosso tempo.

Comentário:
Ok, no Brasil dificilmente nos ensinam a pegar gosto pela leitura, a pesquisa ou qualquer coisa que requeira paciência e tempo solitário. Por isso a grande maioria, ao se deparar com esse "tijolinho" já de cara vai desistir, fazer o que? Aos amantes da boa música possuidores de um nível de curiosidade um pouco maior que o padrão um grande presente: o deus da guitarra também é um ótimo escritor. Este é um daqueles livros que se começa a ler de mansinho e, quando menos se espera já se chegou à metade(este é o meu caso). É muito bom conhecer um pouco mais profundamente a história de alguns ícones do blues/rock inglês e americano. Certos trechos são realmente empolgantes, como o em que Clapton e seu amigo Jimi Hendrix se metiam em qualquer lugar para digladiarem-se com suas guitarras(o sonho de muita gente hoje em dia). Volta e meia temos algumas encruzilhadas interessantes entre o tímido inglês e alguns dos artistas mais conhecidos do mundo, como os Beatles e os Stones. Com uma linguagem simples e direta, o texto prende o leitor, que acaba numa sensação de estar vendo um filme ou uma dessas viciantes séries de TV. Realmente dá pra imaginar claramente as cenas. Bom, ainda estou na metade do livro e estou gostando muito. Para pessoas que respiram o blues é uma ótima oportunidade de conhecer melhor esse mundo. Assim que terminar o livro deixo alguns comentários.

I. Malforea
Mississippi John Hurt(1892-1966)
Miguel Côrtes e Jacqueline Jack

Perdeu o SOM DA TRIBO da semana? Não se preocupe! A partir do próximo programa(20/02) você poderá baixá-lo para ouvir quando quiser aqui mesmo em nosso blog. Todos os domingos disponibilizaremos um link para que você continue por dentro do cenário alternativo conquistense, além do universo pop-rock mundial.

O SOM DA TRIBO é um programa independente, que vai ao ar todos os sábados, das 19 às 21h na 96FM(www.96fmconquista.com.br). É produzido e apresentado por Miguel Côrtes e Jacqueline Jack. Você pode participar através dos seguintes canais:

Twitter: www.twitter.com/osomdatribo
Comunidade no Orkut
E-mail: somdatribo@hotmail.com
Linha Direta: (77)8831-9050; (77)3421-1507


TOM TURKEY & HIS HARMONICA HUMDINGERS
Desenho animado de 1940, por Hugh Herman. Na gaita toca o russo Borrah Minevitch.
ESCUTANDO O RESULTADO FINAL
Da esquerda para a direita: Fernando Bernardino, Benjamin, Malforea e Dieguinho conferindo o resultado de 4 dias de trabalho.
Whoa! Finalmente nossa primeira música ficou pronta. E mais rápido do que esperávamos. Ontem mesmo já saimos do estúdio com ela em CD. Gravamos a minha parte(voz) e refizemos o baixo. Depois veio a parte da mixagem e masterização, que Ben fez com maestria. Mais um passo foi dado, agora é continuar seguindo em frente. Vocês poderão ouvir a música, Luar do Pontal(que hoje completa 4 anos), em nossos shows e em MP3 pelo link abaixo. Sintam-se à vontade para repassar a quem quiserem, é importante que ela circule. Vem muito mais por aí. Aguardem!

Ficha Técnica
Estúdio: Casa do Canto (Vitória da Conquista-BA)
Produção: Benjamin
Voz: I. Malforea
Guitarras: Fernando Bernardino
Baixo: Dieguinho Andrade
Bateria: Benjamin
Finalmente chegou o último dia de gravação(desta música pelo menos, hehehe!). O fato é que é especial pois é a nossa primeira música gravada. E nós temos pouco mais de um mês de vida! Falando em idade, revirando meus arquivos secretos encontrei um velho caderno vermelho que carregava pra todo lugar, às vezes com uma caneta amarrada ao arame espiral. Certo, e daí? Daí que encontrei nele o manuscrito original de Luar do Pontal, a música que estamos gravando. É provável que amanhã ela já esteja pronta, mixada. Caso isso aconteça, por ironia do destino ela ficará pronta EXATAMENTE 4 anos depois de ser concebida! Isso mesmo! Sua primeira parte(da letra, mais o instrumental) foi escrita no dia 06 de fevereiro de 2006, numa pousada chamada Luar do Pontal, em Ilhéus-BA. A segunda parte foi escrita no dia 8 e a última no dia 13, em duas estradas diferentes.(daí a parte da letra que cita uma estrada, metaforicamente. Claro, você ainda não conhece,hehehe!) A coincidência é no mínimo engraçada. Pois é, vou ao estúdio agora. Vejo vocês na volta. Té mais!
CAFÉ COM BLUES - BA

Nesta semana a sessão Brazuca traz uma conterrânea: A Café com Blues é de Vitória da Conquista-BA e é formada por músicos experientes e conhecidos na região: Diro Oliveira(gaita, voz, flauta), Lúcio Ferraz(guitarra), Júlio Caldas(guitarra, viola caipira e voz), Luciano PP(baixo e teclado), Thomaz Oliveira(bateria e voz) e Horton Macedo(sax). Nem todos são da cidade. O terceiro é de Salvador e o último de Goiânia. O som chama a atenção logo na primeira faixa do CD homônimo e divide opiniões: os blueseiros mais puristas não a consideram uma banda de blues devido à grande mistura de ritmos e a atenção maior dada à música regional. Os não tão radicais se impressionam justamente com a diversidade e a valorização do folclórico local. Os gringos simplesmente se boquiabrem. Escolha por conta própria sua opinião.
A proposta do grupo é fazer um paralelo entre o escravo brasileiro e o estadunidense: o que foi para as plantações de cana no nordeste e o que foi para os campos de algodão no sul dos EUA, onde nasceu o blues. As letras sempre tratam deste tema ou de peculiaridades locais, como a importância do umbuseiro, árvore característica do sudoeste baiano, que faz parte do imaginário sertanejo. Quase todos os integrantes são remanescentes da extinta MPBlues, que também propunha uma mistura, ainda que não tão profunda, entre o blues e a música brasileira. Desta época restou um projeto paralelo à Café com Blues envolvendo quatro de seus integrantes: Diro, Lúcio, Luciano e Thomaz, o Quarteto de Blues, que dedica-se apenas aos clássicos do Blues.
A configuração é de uma verdadeira big band, com direito a percussão, naipe de sopro e até mesmo um DJ, eventualmente. É um espetáculo bastante rico e incomum por estas bandas: Vitória da Conquista possui apenas duas bandas de blues.
O CD impressiona antes mesmo de colocá-lo para girar: A capa, feita de juta(aquela fibra usada para se fazer grandes sacos de café) foi produzida artesanalmente por Carol Gusmão e o encarte é um livreto repleto de informações e depoimentos de figuras na cidade. Também encontra-se diversas obras de arte locais. Um belo trabalho que ilustra bem o quanto a explosão do download ainda não pode ameaçar certos tipos de trabalho com boa qualidade. Com certeza vale muito mais a pena comprar este CD do que simplesmente baixá-lo. Não há como piratear algo desse tipo. Soube que novas canções estão prestes a ser gravadas, então vamos aguardar. Por hoje é só. Abaixo você pode conferir o videoclipe da música Blues na Caatingueira e alguns links para conhecer a banda melhor. Divirta-se!

Site Oficial: www.cafecomblues.com.br
Comunidade no Orkut: CLIQUE AQUI


Salve! Depois de seis horas dentro do estúdio é hora do descanso. Se tudo der certo amanhã será o último dia de gravação. Hoje gravamos o baixo e as duas guitarras. Ben já havia feito a bateria e só fizemos alguns ajustes. Gostamos muito do que foi feito até agora. A qualidade do estúdio é muito boa e a sensibilidade e habilidade do produtor conta muito também. Tudo é decidido em conjunto pra que a música realmente fique com a nossa cara. Estamos filmando e fotografando tudo pra montar um making of da gravação, que você poderá conferir em breve. Algumas das imagens também serão usadas no video-clipe da música. Agora é esperar até amanhã pra gravar a voz, fazer ajustes no baixo e começar a mixagem. É provável que ainda neste sábado vocês possam conhecer nosso primeiro trabalho. Nada mal pra uma banda tão recente, hein? Rsrs. Até amanhã!
ERIC CLAPTON - SESSIONS FOR ROBERT J(2004)

Nesta semana vamos falar de um álbum essencial àqueles que já são amantes do blues e àqueles que ainda estão entrando nessa praia: Sessions for Robert J, do deus da guitarra Eric Clapton. Acho que não é preciso dizer quem é esse tal de Robert J, não? Apois, para os que estão começando a buscar a música do Mississipi este é o álbum ideal, principalmente quando suas influências vêm do rock n' roll e ouvir o próprio Johnson ainda soa roots demais. Clapton não se cansa de dizer que uma das suas maiores influências musicais é o rapaz da encruzilhada, e que há elementos em sua música que ainda não compreende direito(cara modesto...).
Lançado em 2004, o álbum também possui uma versão em DVD, com algumas faixas a mais. Vale a pena ter em casa. O disco é aberto com uma ótima versão de Sweet Home Chicago, na minha opinião só a versão do Buddy Guy está à sua altura. Terraplane Blues ficou bastante fiel à original, apenas em voz-e-violão, assim como Me and the Devil Blues e Ramblin' on my Mind. Um ótimo exemplo do quão enterna é a musicalidade do mestre Robert J. As demais faixas também ilustram muito bem o quanto o moderno pode reinventar o primitivo sem insultá-lo. Com certeza RJ não se "revirou no túmulo" com esta homenagem de seu "discípulo". No mesmo ano foi lançado um disco chamado Me and Mr. Johnson, também com várias versões. Recomendo que busque os dois. E praqueles que, como eu disse, estão entrando no mundo do blues e já mergulharam nesses dois discos do Mão Lenta, vale a pena dar uma olhadinha na nossa sessão ÁLBUM DA SEMANA e baixar o Complete Recordings do Robert Johnson. É muito interessante comparar as versões do Clapton com as originais. Aqui vai o setlist do nosso álbum da semana:

CD
1. Sweet Home Chicago
2. Milkcow's Calf Blues
3. Terraplane Blues
4. If I Had Possession Over Judgment Day
5. Stop Breakin' Down Blues
6. Little Queen Of Spades
7. Traveling Riverside Blues
8. Me And The Devil Blues
9. From Four Until Late
10. Kind Hearted Woman Blues
11. Ramblin' On My Mind

DVD
1. Kind Hearted Woman Blues
2. They're Red Hot
3. Hellhound On My Trail
4. Sweet Home Chicago
5. When You Got A Good Friend
6. Milkcow's Calf Blues
7. If I Had Possession Over Judgment Day
8. Terraplane Blues
9. Hellhound On My Trail
10. Me And The Devil Blues
11. From Four Until Late
12. Love In Vein
13. Ramblin' On My Mind
14. Stones In My Passway
15. Love In Vein
16. Little Queens Of Spades
17. Traveling Riverside Blues

Por hoje é só. Abaixo o link para baixar o CD. Aprecie sem moderação e com muita atenção. Até a semana que vem. Divirta-se!

Enquanto a Confraria do Blues dá uma parada em fevereiro e volta com carga total e março o Blues não pára.
Todas as quartas no novissimo bar Divina Comédia, que fica na rua da República quase esquina com a rua João Alfredo, acontece o projeto Divino Blues apresentando o que há de melhor no Blues gaúcho e nessa quarta, 03 de fevereiro, rola o show do experiente blueseiro Coié Lacerda que em outubro fez um brilhante show na Confraria do Blues.
Coié toca acompanhado de sua banda a The Harlems Club Band e o Divina Comédia dispõe de ar condicionado e aceita todos os cartões de crédito.
Apareçam e ajudem a termos mais opções de Blues a cidade.


PROJETO DIVINO BLUES

COIÉ LACERDA & THE HARLEMS CLUB BAND

03 DE FEVEREIRO, QUARTA, 22 HRS.

DIVINA COMÉDIA

RUA DA REPÚBLICA, 649 - CIDADE BAIXA

INGRESSOS: MASCULINO: 15,00, FEMININO: 10,00

RESERVAS: 30629424

INFORMAÇÕES: bluevolt.produtora@gmail.com

LIGHTNIN HOPKINS - BABY PLEASE DON'T GO
"Baby, Please Don't Go" é um blues gravado pela primeira vez por Big Joe Williams em 1935. Ela está relacionada a um conjunto de blueses do início do século 20 e canções de trabalho que incluem "Alabama Bound", "Another Man Done Gone" e "Don't Leave Me Here" e "Turn Your Lamp Down Low".
Aqui está uma grande versão da canção que por Sam "Lightnin" Hopkins.
ETTA JAMES
fotografada em 1965 © Michael Ochs Archives/Corbis